sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A liberdade é algo tão complexo, que às vezes a buscamos sem ao menos saber o que é. Vivemos aprisionados como trens que tem seus destinos previstos por trilhos e seus futuros guiados por maquinistas. Há pessoas que vivem vidas inteiras presas nesses trilhos, e a cada dia que passa isso é mais comum. As cidades nos aprisionam nos impedindo de ver o que há lá fora. E o que mais quero hoje é desgovernar a vida e descarrilar em liberdade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A viagem da Família Pera o filme, finalmente esta na rede , depois de sua confusa estreia ontem que não aconteceu hoje consegui finalmente postar os vídeos na internê. Desculpem a falta de qualidade na imagem, eu tive muitos problemas para converte e para por no you tube . mas mesmo diante disso o projeto esta pronto . Espero que gostem!







sábado, 3 de setembro de 2011

"Viagem da Familia Pera" parte 2

Começamos com o pé esquerdo nesse dia, perdemos a hora e não conseguimos entrar por que o grupo de visitas das 11h já tinha partido. O passeio era dentro do quartel da cidade que ficava ao lado do prédio no qual morei. Tivemos de espera duas horas para ir ao próximo turno. E assim partimos, eu estava muito ansioso, esse passeio tinha de ser a salvação. O passeio foi bom, eu realmente me diverti. Senti-me um pouco mais próximo do pessoal. Pude brincar mais.
conhecemos um pouco da historia da fortaleza de Itaipu, vimos canhões, um soldado gato que acompanhou o grupo, vimos arvores, prisões, mais canhões e mais arvores. E claro não podia deixar de falar do grande seu Chiquinho que nos fez uma demonstração de como usar um banheiro primitivo e dirigiu o ônibus.
logo após a visita, almoçamos e fomos à praia. Já estava tarde, o passeio acabou às 3h. Chegamos à praia 5h. Mais um por do sol. E infelizmente do ultimo dia que todos estariam reunidos nessa viagem. Por mais estranho que parece nós fomos a praia para brincar. Foi sensacional. Fazia anos que não brincava daquele jeito. Brincamos de alerta e de toca do coelhinho (nome realmente estranho).
e quando me deparei estava dentro de um dos melhores momentos da viagem. Todos estavam se divertindo, e eu mais ainda. Estava exausto e com dores, mas aquele momento era tão bom que não conseguia pensar nisso. Em nada na realidade, o mundo passou a ser apenas aquele momento.
Mais outra sensação que na qual não sei descrever. Parecia que as horas deixaram de existir, que as responsabilidades e tudo que me preocupava ou estressava sumiu. Eu havia encontrado a felicidade em uma coisa super simples. Em uma brincadeira com amigos. O cenário estava incrível o sol se punha novamente nas cerras. Tiramos ótimas fotos nesse dia. Brincamos na água, foi realmente tudo de bom.
Antes de ir embora já à noite, eu achei uma concha. Uma concha super simples, e resolvi a pegar como marco daquele dia. Tentei guardar aquele momento naquele pequeno e singelo objeto. E a guardarei para sempre, por que aquele foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Talvez até o melhor de todos.
A noite saímos para lanchar. O calçadão estava cheio de gente. Não tinha muita gente, mas comparado aos outros dias tinha um pouco mais. Comi esfirras até passar mal. Foi super bacana nos divertimos muito. E por fim voltamos ao prédio.
ficamos no saguão jogando truco e tocando violão. Eu não queria que aquilo acabasse. Estava ótimo. E quase uma da manha, nós resolvemos nos despedir. Eu tinha que voltar ao prédio no qual estava hospedado, pois já estava tarde. Foi à melhor despedida de todas. Foi com uma brincadeira. Não era bem uma despedida, apenas brincamos, mas foi a ultima atividade que tivemos juntos.
Brincamos de pique esconde. Essa era uma de nossas favoritas. Foram anos brincando disso sem enjoar. E logo começamos. Correndo pelos cantos do prédio. Estava descalço. Mal sabia que depois disso, meus pés ficariam quase encardidos. Eu me diverti tanto. Sempre formando um time contra o pique. Eu fui o primeiro, e logo escutei aquele maldito “salve o mundo”. E tive de contar novamente. E assim brincamos por sessões.
e depois tive realmente que me despedir. Foi menos triste do que eu esperava. Acho que devido ao momento acabamos nos esquivando daquela despedida cheia de abraços triste. Mas por dentro eu não queria ir embora e nem queria que eles fossem.
quando chegando em casa, eu fiquei perdido. Estava tão cheio de emoções, que não consegui dormir. Passei a noite em na cadeira da cozinha. Vi que aquela despedida não tinha sido tão adequada a Ana. E escrevi uma carta pra ela. Tentei mostrar a ela o quando gostei de tudo aquilo que vivemos e tentei falar o quanto estava feliz por ter a reencontrado.
Os três dias realmente foram poucos, não deu para mostrar quem eu hoje sou. Não deu pra conversar muito, passear mais. Mas foi ótimo. A minha viagem tinha mais uma semana pela frente. Mas pra mim ela havia acabado ali. O que eu mais esperava era ter vivido algo semelhante aquilo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Viagem da Familia Pera

Demorou mas ficou pronto. Nas férias desse ano viajei para são Paulo com a minha família. E resolvi documentar grande parte da viagem em vídeo para fazer um filme. Um mês depois e o filme já esta quase pronto. Tive problemas na hora de editar e acabei enrolando também. Denominei esse projeto de “a viagem da família pera” escrevi um texto também, narrando partes da viagem. Dividirei esse texto em três partes. Hoje postarei a primeira e postarei as outras duas até domingo. E domingo as 21 horas eu colocarei o filme no youtube. Espero que gostem!

“A Viagem da Família Pera ” parte 1

É complicado explicar o que senti nessa viagem. Era algo baseado em uma grande tristeza misturado com uma felicidade imensurável. Eu realmente vivi 15 dias maravilhosos. Por apenas estar com pessoas que amo. Eu pude reencontrar os meus melhores amigos, as pessoas no qual cresci. E posso lhes afirmar que depois de seis anos nenhum deles mudou. Claro todos cresceram como eu, mas a personalidade de cada um continuou a mesma. A primeiro momento eu me senti triste por saber que perdi seis anos em ausência das historias vividas por eles. Senti-me meio sem chão escutando os comentários das ultimas férias e dos amigos novos. Realmente gostaria de ter estado lá, ou melhor, de nunca ter saído. Mas logo superei esse momento baixo astral e tentei aproveitar cada segundo. E me sinto a posição de missão cumprida. Apenas gostaria de ter tido um pouquinho mais de tempo com a turma toda reunida. Mas foi bom, valeu à pena.
Chegamos no domingo, as historias do tenebroso frio logo foram esquecidas quando vimos aquele lindo sol naquele belíssimo final de tarde. Não pensei em outra coisa, bermuda, chinelas havaianas e praia. Não sei o que me deu, sei que corri. Atravessei as quadras com o meu primo feito louco. Como uma criança correndo a um gigantesco pote de doces que lhe fora oferecido.
O mar estava surpreendente naquela tarde, com poucas ondas, mas estava lindo. O sol estava a se por na cerra que cerca a cidade. Tudo tão perfeito. E eu corri, corri pela areia driblando as pouquíssimas pessoas que lá estavam. Ao chegar à beira da água olhei pro mar e não sabia realmente o que fazer. Eu tinha tudo aquilo, mas perdi. Não sei se não soube aproveitar ou se não tinha idade para ter aproveitado da maneira que hoje almejo. Gostaria de ter ido à praia todos os dias no qual morei naquela cidade, gostaria de ter aproveitado cada canto. E isso foi o que me entristeceu.
Mas logo vi que se arrepender seria um erro terrível. Eu tinha dez anos de idade quando sai de lá não podia me culpar assim. Mas hoje digo que se pudesse voltar, faria diferente. Tentaria aproveitar mais. Talvez essa já tenha sido uma das lições que aprendi nessa viagem. E voltando a historia. Parei em frente ao mar por um tempo apenas observando.
E com um sinal de cabeça para o meu primo, tentando dizer:
- vamos?
E ele respondendo com o mesmo sinal querendo dizer:
- vamos!
E assim corremos mais uma vez. Essa foi à corrida mais prazerosa que já fiz. A água estava perfeita. E isso me dava vontade mais ainda de correr. E por final um mergulho, um mergulho de braços abertos tentando abraçar aquele gigantesco mar. E lá passamos quase uma hora. Apenas brincando e aproveitando aquela dádiva.
A vista era linda, tudo estava meio alaranjado devido ao sol que se punha no morro. Tinha poucas pessoas na praia, algumas na beira da água molhando os pés e outras sentadas apenas observando. E por incrível que parece acho que éramos os únicos dentro da água.
A sensação de estar dentro do mar é perfeita. Você se sente como uma formiga perante a um gingante. Mas um gigante do bem, um gigante que acolhe um gigante que banha. A vontade é de se entregar a tudo aquilo. É como estar perto de deus. É estar perante de algo poderosíssimo. Quando a onda quebra pode se ver um pouquinho daquela força. Talvez nem um terço do que aquilo pode mostrar. Por isso o mar é tão maravilhoso. A natureza em si chega a ser surreal. Vivemos muito presos a esse mundo que nós criamos e deixamos de conhecer o mundo que nos criou.
Aquela tarde foi maravilhosa e olha que tinha sido apenas a primeira.
Segundo dia. As historias do frio era reais! Não tão absurdas, mas o frio predominou naquele dia. O mais surpreendente foi ver meu primo comprar uma prancha de bodyboard e resolver entrar na água. Coisa de doido mesmo, não tinha ninguém na praia. Apenas o louco tentando pegar uma onda... E assim os primeiros dias se passaram. Apenas no primeiro dia fez frio depois aquele solzinho voltou a aparecer. E em todos os dias não podíamos deixar de ir a praia, nem que fosse só para sujar os pés, mas íamos.
Na quinta a minha amiga Ana chegou e trouxe junto uma amiga dela. Reunir todos eu não esperava, tinha muitos amigos. E não tinha mais contato com todos. Mas a chegada da Ana foi uma das coisas que mais esperava porque ela e um outro amigo meu que mora lá estávamos sempre juntos. E nós três éramos um time. Brincávamos o dia inteiro, parávamos apenas para pausas chatas como: comer, tomar banho e dormir. E reencontrá-los foi pesadíssimo. Eu me vi diante de uma infância que nunca havia parado pra pensar. Poxa com menos de vinte anos eu tenho uma infância na qual lembrarei pra sempre.
No começo realmente foi difícil, logo pensei
-droga, não será como antigamente. Não estamos nem nos falando direito.
Eu não sei o que aconteceu, mas senti uma enorme barreira. Não conseguia ver aquela intimidade como antes. Eu queria abraçar brincar, falar minhas besteiras. Mas não estava sentindo aquele espaço. Realmente achei que ali seria o fim. Tive uma noite péssima naquele dia, passei horas tentando bolar algo para melhorar aquilo.
no outro dia fomos à praia, conhecemos um amigo da Ana e de sua amiga. O nome dele é Yuri, vulgo Gago. Andamos na praia, e depois marcamos de sair. Mais um dia com uma maldita barreira que não conseguia superar. Ainda me sentia distante, de todos. Parecia que não faziam menor importância deu estar lá. A noite foi bacana, lanchamos e por fim vimos filme. Aquela era a penúltima noite que as meninas ficariam na cidade elas iriam embora no domingo e meu primo também. E eu já estava decepcionado, por que tudo que imaginei que seria foi por água a baixo. Eu não estava conseguindo me sentir bem. Fui pra casa triste. Mas ainda esperava que o terceiro dia e ultimo seria melhor. Acordamos cedinho para ir a um passeio. Um passeio que a seis ou sete anos atrás havia feito com essa minha amiga Ana. Mas começamos com o pé esquerdo nesse terceiro e ultimo dia(...)

continua...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Vejo a lua como uma solitária e apaixonada, na qual sempre se exibe e quando triste se esconde. Uma senhora que por milênios tudo vê e nada diz. De tão bela que é, tão desejada sempre será. Desde o principio  foi uma das grandes cobiças do homem. Tocar sobre sua face sempre foi o sonho de muitos. Todos querem poder sentir a imensidão daquele brilho. Alguns usam lentes, outros fotografias e os mais ousados espaçonaves mas não importa a maneira, todos querem tê-la por perto. Porém quão gigante é e quão imortal pareça ser, tímida e sensível sempre foi. Tanto que exibe apenas uma parte de sua face deixando sua outra metade escondida, virada para a imensidão da escuridão do universo. Amante dos poetas, esposa dos solitários. Ouvido para uivos, companheira dos lobos.  Às vezes tento entender às vezes deixo de lado esses questionamentos e apenas a aprecio. Pois não é necessário entender o belo e sim apreciar saber como sentir.
(Tirei essa foto no dia do eclipse lunar desse ano, foi tirada de um telescópio. Acreditem tirar foto de algo pelo telescópio não é nada fácil e essa foi a melhor foto que consegui. Até então não havia postado ela na internet mais hoje resolvi compartilhá-la com vocês. Espero que tenham gostado! )

sábado, 28 de maio de 2011

A loucura esta nos olhos dos céticos, sem sonhos. Uma vez li em algum lugar a seguinte frase “vivemos em um hospício a céu aberto”. E achei essa frase genial, pois ela dita uma grande realidade na qual vivemos. As pessoas loucas não estão mais em hospícios como de costume, estão por ai soltas. Hoje uma pessoa que tem sonhos, que faz grandes planos, que viaja em sua mente, que realmente sabe aproveitar as coisas simples é ditada como louco. As pessoas tem se tornado preconceituosas com quem realmente sabe viver a vida. As coisas estão sempre muito alienadas em um plano que a sociedade imprimiu na biografia de cada um. Você deve nascer, estudar, entrar em uma faculdade e por fim se matar de trabalhar. Ou você já nasce rico, mas essa é outra historia. O que eu quero dizer é que as pessoas têm sido impedidas de sonhar e de aproveitar as coisas simples. As coisas simples que digo é a musica, a arte, a imaginação, a natureza. É possível ser feliz com apenas isso, e quem sabe fazer isso é ditado como o tal louco. Acredito que essa historia não vem de agora, Raul seixas que era ditado como o “maluco beleza” e na realidade atrás de toda aquela loucura escondia se um gênio que fazia da esquizofrenia de palavras confusas ,uma critica subliminar política para não ser preso ou espancado na maldita ditadura. E assim foram milhares de gênios, homens de criatividade surpreendente que deixaram este mundo como “malucos beleza”. E infelizmente vejo que isso vai continuar, essa historia não parece parar por ai. Mas voltando a frase que citei, é aqui que quero chegar. Existe aquela velha historia que os professores ensinam quando se entra na escola. Aquela na qual não se deve apontar para o coleguinha por que quando se aponta um dedo os seus outros quatro estão voltados para ti. Que na realidade são três por que o polegar fica sempre em outra direção, mas enfim. A frase que eu disse me chamou a atenção por esse sentido que ela faz. Os loucos hoje são os que acusam. São os céticos que tem tanto medo de sonhar que preferem deixar de acreditar. São as pessoas que se impedem de deitar e imaginar, os que criticam a arte, os que têm medo de ser louco. E tudo se explica louco que é louco se nega ser louco. E se eu pudesse fazer apenas um pedido as pessoas. Eu pediria que elas fosse loucos. Não o louco que critica e sim o louco que sabe aproveitar a vida. Aproveite os momentos simples. Mesmo sem a musica, dance. Dance como se estivesse em uma das melhores festas que já você já foi. Mesmo sem o papel escreva, crie contos em sua mente. Escreva historias em sua cabeça, use essa imaginação que nos foi dada para realmente ser usada. Mesmo sem saber o futuro, sonhe. Faça planos como se você soubesse que todos eles vão acontecer vivos, ou pelo menos sinta essa pequena alegria de achar que um dia acontecerá. Mesmo sem saber desenhar, desenhe. Faça rabiscos mirabolantes no papel como os de uma criança, o que vale é imaginar que milhares de linhas pretas vão virar um avião ou talvez um pássaro. E assim amigos vivam a vida. Esqueçam os críticos. Seja o louco que eles têm medo de ser. Seja o sonhador que eles têm medo de se tornar. Seja diferente, seja feliz!


Realmente precisava fazer um post pedindo desculpas pela minha grande ausência no blog. É que ando muito ocupado para pegar e escrever algo bacana pro blog. Tentei varias vezes. Mas prefiro não escrever a escrever algo nas coxas para apenas postar. Então mil desculpas aos meus fieis clientes desse velho pub. Na realidade minhas duas clientes. Sei que quase ninguém costuma entrar aqui para beber umas e ler uns textos, mas não será por isso que fecharei as portas e abandonarei esse bar. Então vou tentar postar pelo menos um texto por semana. Então boa diversão, abraço a todos. Ou melhor, as duas únicas pessoas que entram aqui rsrs