segunda-feira, 14 de maio de 2012
JJr´s Pub final parte 1
-em pouco tempo o pub do John já tinha bastante movimento. Ele dizia em suas cartas praticamente todas as melhores historias que aconteciam ali. O tempo foi passando e o movimento nos dois bares estava incrível, o problema era que isso acabou impossibilitando uma visita minha lá ou dele aqui. Logo um ano se passou e eu recebi a ultima correspondência dele. Era um convite para seu casamento com Catarina. Atrás do convite uma carta linda, que tenho até hoje. John era bom com as palavras, eu sempre dizia a ele que se nada desse certo ele daria bem como escritor. A carta contava como foi o pedido de casamento. As palavras dele me fizeram ver cada detalhe da cena. Antes de sair daqui ele já planejava esse pedido, só que a correria provavelmente atrasou esse momento. No dia seguinte comprei minha passagem, pra finalmente ir ao Brasil. O casamento foi ótimo, foi muito bom ver o meu amigo tão contente. A minha esposa teve de voltar a Londres mais cedo porque o meu filho havia contraído uma virose e eu fiquei para aproveitar o tempo com John. No dia de eu ir embora, me despedi de Catarina e fui sozinho com o seu bisavô ao porto. A caminho conversamos e eu descobri que o bar havia tido uma queda, e eles estavam começando a ter dividas. Eu não quis falar do casamento até por que era um sonho dos dois, mas achei que a festa havia acontecido na hora errada. Conversamos mais sobre os problemas e logo percebi que ele estava um pouco perdido na administração do bar. Me ofereci a ajudar só que ele não aceitou. Começamos a discutir e eu acabei dizendo uma coisa infeliz. Disse que a culpa disso tudo era de Catarina, que havia separado nos separado e destruído nossos planos. Eu sabia que estava a dizer uma tremenda besteira, mas isso estava preso dentro de mim desde a sua mudança. O John amava muito aquela mulher, não gostou nada do que eu disse. A minha despedida no porto foi totalmente fria, e infelizmente, foi o meu ultimo adeus a ele. Nós nunca mais nos falamos depois disso. Logo que cheguei aqui mandei algumas cartas a ele porém elas acabaram voltando. Mandava as cartas para o pub, depois descobri que jjr´s pub do John havia fechado por isso que ele nunca as recebia. Voltei ao Brasil tentando procurar por eles, mas eles havia desaparecido. E assim desisti, fiquei me sentindo culpado pelas minhas palavras.
Ao pontuar essa longa historia, me desanimei com o triste final, jamais imaginava que terminaria assim.
-Sr. Wilson eu realmente não esperava esse fim. Gostaria mesmo que você e ele pudessem ter resolvido isso. Mas você sabe o que aconteceu com ele depois?
- sim, cinco anos depois recebi uma carta de um amigo que eu fiz no Brasil, dizendo que o velho John havia voltado. Ele reabriu o bar e começou tudo do zero. Algumas partes dessa história estão incompletas até hoje pra mim. Mas só de saber que tudo deu certo para o meu amigo já me faz feliz. Logo minha hora chegará e poderei da um abraço naquele maldito e sorrir de toda essa confusão ao lado dele.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Chuck vs The Goodbye ...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
jjr´s pub part 6
-e depois daquele dia no hospital comecei a achar que ela realmente estava gostando de um cara que ela mal conhecia. Logo após certificar-se que ele estava bem, ela foi para casa. Estava impressionado com a preocupação dela, e acabei dando o endereço do pub a ela para quem sabe ela conhecesse realmente o velho John. Na mesma semana eu o levei ao bar, grande parte de nosso amigos estavam lá para fazer-lhe uma surpresa. Enquanto John estava no hospital fizemos uma reforma no local e deixamos em pé novamente. O novo letreiro estava feito e assim o JJr´s Pub abriu sua porta pela primeira vez. John ao descer do carro reparou no novo nome e não aceitou muito. Mas logo ambos nos adaptamos. A festa foi longa, bebidas e mais bebidas, historias e mais historias. Naquela época as coisas era um pouco rígidas por aqui, a hora de fechar era antes da meia noite. A policia estava por lá até essa hora depois disso era por nossa conta. Como não queríamos que acontecesse o mesmo incidente, por volta da onze horas fomos nos despedindo do pessoal. Enquanto limpava os copos e John conversava comigo entrou uma bela moça de casaco. Ela caminhou a nossa direção e disse :
- ele mal saiu do hospital e já esta bebendo?
-era ela, Catarina. JJ abriu um sorriso maior do que a muralha da china. Ele perguntou quem era ela, ela respondeu sem uma gota de timidez. Eles pareciam que já eram amigos há séculos, amigos não, amantes. Naquela noite me lembrei daquela historia de Platão que dizia que as pessoas haviam sido separadas por Zeus, e que a partir disso passavam suas vidas procurando suas metades separadas. E essa ânsia para encontra sua metade foi conhecida como amor. Era mais ou menos assim a historia, mas o que vi ali era algo a mais que uma simples atração. Ambos tinham uma ligação, não compreendia como, mas eles tinham. O tempo passou e eu acabei me casando. John e Catarina nem pensavam em se casar, mas continuavam a ser o casal mais feliz da Inglaterra. Esse foi o momento mais feliz da minha vida. Nós quatro, digo eu minha esposa, JJ e Catarina possuíamos uma grande amizade. Aquele ano foi incrível, o bar estava sempre lotado, Polly minha esposa ficou gravida do nossos primeiro filho e eu estava ali ao lado do meu melhor amigo. Não tem como descrever o quanto aquele momento me fez feliz. Mas infelizmente o que é bom dura pouco, no final daquele ano John chegou a mim e disse que estava indo para o Brasil com sua garota. Eu sabia que aquilo era ideia dela, e por um instante fiquei com raiva por ela separar o grupo.
-Bom dia Ted!
Disse o vendedor de peixe de uma das barracas das docas para o velho homem que eu conversava.
-Bom dia Wilson! O de sempre por favor.
o rápido dialogo se fechou quando o vendedor foi buscar alguns jornais para embalar o peixe e assim Ted continuou.
- no começo eu não quis aceitar, que ele ia embora. Era um grande amigo, não seria fácil seguir as coisas sem sua parceria. Sua mudança foi tão rápida que mal pude questionar. Ele pegou uma parte da madeira do navio e disse que ia montar nosso pub no Brasil. Em um mês jjr´s pub já estava funcionando lá. Ele me mandava diversas cartas do sucesso que fazia.
Garoto , vamos pegar um taxi por que a caminhada de hoje me fez cansar. É chega uma hora que o corpo não aguenta, hoje senti o meu limite.
Pegamos um taxi e seguimos a casa dele. Estava contente em conhecer esse homem, gostaria muito de ter visto Ted e John J. juntos.
continua...
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
jjr´s pub part 5
- essas foram algumas das muitas historias que vivemos juntos, se eu fosse contar todas para você passaríamos a noite aqui. Seu bisavô era um sonhador, e sempre me metia em encrenca pra por seus planos e ideias em pratica. Lembro-me muito bem do dia que resolvemos fazer o pub. Estávamos em um acampamento da nossa companhia no final da segunda guerra. Passavam aviões a todo momento, retirando os soldados e trazendo-os de volta pra cá. Era um dia de festa, ele ascendeu o seu charuto e disse:
- Vamos montar um bar meu amigo, e ele será construído com madeira de um navio naufragado.
Falou e fez! No mesmo dia, ele foi atrás do tal navio. No avião indo para Londres ele conheceu um soldado. A companhia dele havia acertado um navio pirata chinês. Ele vendeu a localização do navio por uma prataria que nós roubamos da casa de um coronel alemão.
- não acredito nisso. - Disse a ele sorrindo, sem realmente ter certeza da veracidade dessa historia.
- essa parede ai que você esta encostado era daquele navio. Quando montamos o primeiro jjr´s pub John J. resolveu guardar um pouco da madeira caso a do pub estragasse. Porém quando ele conheceu Catarina as coisas mudaram. Mas amanhã eu te conto resto, um velho com a minha idade não costuma aguentar passar das dez da noite. Amanhã de manha vou ao porto fazer algumas compras, você vem junto ok.
-sim, eu apareço na sua casa por volta das sete pode ser?
-tudo bem então garoto, a gente conversa mais amanha.
Depois de algumas horas conversando com o melhor amigo do meu bisavô, o velho homem se levantou da mesa. Aparentemente com um pouco de dificuldade para colocar em pé um corpo que transitou por milhares de lugares nos seus oitenta e quatro anos de idade ele negou precisar de ajuda para se levantar. Por algum tempo fiquei ali sentado olhando a textura da madeira tentando imaginar o enorme numero de pessoas que por ali passaram. Sempre fui fascinado por lugares antigos, eles me causavam certa nostalgia.
Meus dias na Inglaterra estavam chegando ao fim. Logo que li as folhas que Camila encontrou naquela noite comecei as buscas para o primeiro jjr´s pub. As folhas possuíam anotações, historias, fotos e alguns desenhos. Infelizmente nenhum endereço do pub aqui na Inglaterra.
Passei mais de uma semana procurando o lugar com apenas uma foto. E finalmente estava ali dentro de um lugar que jamais imaginava que existia. Diante da historia que deu origem a minha família. E cada vez que conhecia mais percebia o quanto eu era parecido com John.
- você esta atrasado, disse as sete. E são sete e meia.
- me desculpa, eu errei o endereço. O taxi me levou para outro bairro. Como estava sem dinheiro acabei tendo que pegar um ônibus...
Fui interrompido por ele com uma risada rouca, que saiu com um pouco de dificuldade. E aparentemente direcionada a mim. E ai ele me disse:
- você é a cara dele, e pior ainda veio com as malditas desculpas que na qual ele era o mestre. Enfim, é bom irmos logo, porque que se eu perder os melhores peixes das docas por sua causa, você vai pesca-los para mim.
- ok então vamos lá, por que eu não entendo nada de pesca.
Ted morava próximo às docas, apenas alguns quarteirões. Ele acabara preferindo ir a pé a pegar um taxi. Fomos andando bem de vagar devido à idade do homem, porém ele não aparentava estar sofrendo nenhum pouco com a caminhada.
-Faço isso quatro vezes por semana rapaz, e é essa caminhada de três quarteirões e algumas sopinhas que me mantem vivo até hoje. Contei tantas historias do passado que acabei me esquecendo de perguntar sobre você. O que é você faz da vida?
-atualmente estudo, estou terminando o meu ultimo ano de faculdade. E nos finais de semana abria o jjr´s pub. Até o incidente do começo do mês.
- Garoto, é triste saber que o sonho do meu amigo foi destruído pelo tempo. Mas tenho certeza que ele teria orgulho de você ao saber que esta correndo atrás para manter aquele lugar aberto.
- espero conseguir isso, aquele lugar faz parte da minha historia. E também é um refugio de toda a minha rotina.
- você vai conseguir sim. Mas enfim vou continuar a historia que fiquei te devendo ontem a noite. Paramos aonde mesmo?
- Na parte em que ele conheceu Catarina.
- A sim, então vamos lá. Em mais ou menos um ano terminamos de montar o pub. O resto da madeira foi guardada em um deposito onde ficava o barco dele. Alguns dias antes de abrir, fomos mandar fazer o letreiro. E ai surgiu o primeiro nome do pub. Se chamava “Veterans” em homenagem aos nossos amigos de guerra. Nós éramos bem famosos por causa das bagunças que fazíamos nos acampamentos da companhia. Logo que os veteranos souberam do bar, todos foram para lá. E assim o pub fez um grande sucesso. Em um ano nós ganhamos bastante dinheiro, jamais imaginei que conseguiríamos isso. Compramos carros, apartamentos, reformamos o pub, etc. Mas em um certa noite eu senti o gosto amargo do dinheiro. Era final de ano, muita neve nas ruas e o bar quase que vazio. Fecharíamos mais cedo para irmos para casa de alguns amigos. Estávamos limpando o balcão quando quatro homens entraram no bar com metralhadoras atirando em tudo. Eles eram mafiosos italianos, e estavam lá para fazer uma coisa chamada redução de concorrência. O balcão nos protegeu naquela noite. Mas não o bastante, seu bisavô levou um tiro que quase tirou sua vida. Eles destruíram o lugar e saíram. Liguei para alguns amigos e eles vieram nos buscar e fomos direto para o hospital. Foi um tiro de raspão no pescoço, porém ele perdeu muito sangue e não achamos doadores compatíveis entre nossos amigos. Começamos a revirar o hospital a procura de algum medico ou enfermeira de plantão que quisesse ajudar. Até que encontramos Catarina. Ela foi direto ao quarto e doou seu sangue pra ele. Naquela noite ele teve varias paradas cárdicas, os médicos não estavam preparados e nem conheciam o suficiente como hoje. Eu achei que ele iria morrer. Fiz uma oração e prometi que se ele sobrevivesse colocaria o nome dele no pub. Ele passou alguns dias desacordado, mas era forte e aguentou firme. Catarina de alguma maneira se sentiu muito ligada a ele e ficou lá até ele acordar. Parecia que ela havia se apaixonado por aquele cara que ela mal conhecia.
continua...
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
JJr´s Pub part 4
Escutamos um monte de passos subindo a escada, aparentemente eram mais de três pessoas. E muitas lanternas iluminando a sala. Na hora pensamos em nos esconder atrás das caixas ali mesmo no quarto mas logo um homem entrou lá com uma super lanterna e disse.
- Parados! Vocês estão presos por invasão de propriedade privada.
Antes de ele terminar de dizer isso o quarto estava lotado de policiais, não sei se aparentávamos ser um casal tão perigoso assim. Algemados e direto para delegacia levados fomos.
-Quer dizer que vocês são os ladroes da padaria. O que me intriga é saber que vocês não estavam roubando a padaria e sim a casa velha de cima. O que é que vocês queriam lá em?
Questionou o delegado com um tom de deboche. E em busca de um perdão antes que o delegado colocasse a interrogação em sua frase eu disse:
-Nós só queríamos alguns documentos do meu bisavô antigo dono da casa. Não somos ladrões.
- É cara de ladrão vocês não tem, principalmente a moça que por sinal é muito bonita.
Camila sem nenhum pouco de vergonha na cara aproveitou o elogio para tentar nos livrar dessa cilada.
- obrigado senhor, eu nunca havia feito algo desse tipo, é por que precisamos muito desses documentos. Você acha que com um corpo desses eu preciso roubar alguma coisa?
- a senhora pode se sentar e vestir o seu casaco dona Camila, sou muito bem casado e com uma moça bem mais nova que você. E veja bem mais uma dessas suas tentativas de assedio você vai levar você e o seu namorado pra de trás das grades.
Alguns segundos depois ele tirou uma grande gargalhada e disse:
-Vocês dois são um fracasso no crime, entendo o motivo de vocês mas não façam mais isso. Não imaginaram que uma padaria como aquelas não teria nenhum alarme ou algo do tipo e pior que alguém estaria lá na hora que vocês entraram? Vocês dispararam o alarme silencioso das janelas e esqueceram-se das câmeras de segurança que estavam sendo assistidas pelo padeiro que preparava as coisas da cozinha para o dia seguinte. Vocês foram pegos duas vezes. Infelizmente não posso nem pedir mais ao dono da padaria esse tal documento que procuram. E outra terei que deixar vocês por aqui essa noite, o dono da pararia esta lá fora furioso. Então vocês ficaram por aqui hoje.
Aceitamos a pena de uma noite e fomos para nossas celas. Por Camila ser mulher ela ficou em outra cela, que ficava em frente a minha. Sentamos cada um no banco de sua cela e assim comecei a lamentar.
- estive com os documentos em minhas mãos e perdi a chance de leva-los. Apesar de que tem um lado bom. Ganhamos mais uma historia para contar pros nossos netos.
- Eles vão adorar saber que fomos preso por roubar papeis. A gente tem é que inventar uma versão melhor dessas historia depois amor. E outra , pare de se lamentar quando sairmos daqui você poderá ler com muita calma esses documentos .
-O que ? você esta propondo em voltarmos lá?
- Você é louco? Nem eu que sou meio desparafusada me arrisco a sentar na mesa daquele delegado novamente. Eles estão bem aqui comigo meu bem.
Ela disse isso tirando os papeis de suas costas. A garota era esperta, e como. Quando ouviu os passos ela colocou todos por dentro da calça e da camisa. Com a jaqueta ficaria difícil de perceber que os papeis estavam lá. Tanto que ninguém percebeu, nem mesmo eu.
- você é de mais amor, me lembre quando tudo estiver resolvido de te pedir em casamento.
- se eu estiver disponível eu aviso sim, pode deixar. Disse ela dando uma a sua clássica gargalhada exaltada porem baixinha.
Passamos a noite inteira conversando besteira. Era aquilo que me fazia bem, fazer qualquer coisa ao lado dela. Estava preso e não media a mínima consequência disso. Estava contente em apenas estar ali passando aquele aperto na esportiva com aquela louca que tanto amava.
No dia seguinte saímos cedo da delegacia. Com direito a café da manha e esporro de um casal de amigos nosso. Apesar do esporro eles se amarraram na nossa historia. Ao achegarmos em casa, abri logo o barbante e comecei a ler os documentos.
continuar....
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Happy New Year !!!
A vira de ano na Times Square é uma das mais famosas do mundo, e reúne milhões de pessoas todos os anos. Muitos enfrentam um frio de temperaturas negativas para estarem lá. A espera da noite é a descida da famosa bola do tempo que fica em cima do prédio One Times Square. A bola é composta por mais de dois mil e seiscentos cristais e 32.256 LEDs Philips (uma das patrocinadoras do evento). A descida da bola dura um minuto e ao termino ascende um letreiro iluminado com o ano que esta a chegar. Ela é acionada, as 11:59 do dia 31, normalmente é acionada pelo prefeito e um convidado. Pode parecer sem graça esperar a uma bola brilhante descer, mas a essência que essa festa me passou é o que me ganha.
A noite é famosa pelos milhares de beijos dados na hora da virada. Tanto que o tema da maior patrocinadora da noite (NIVEA ) é “Prepare to be Kissed”. Esse tema é devido a um famoso beijo dado por um marinheiro e enfermeira, lá mesmo na Times square no final da segunda guerra mundial. Ambos mal se conheciam, a foto épica passou a representar o final da guerra.
Li muitas criticas de brasileiros em relação a festa. Muitos reclamando do intenso frio e das regras rígidas da policia. As mochilas são revistadas, e esse ano até as garrafas d’água passaram por teste de radiação. Acredito que nós brasileiros estamos muito acostumados a folia sem limites. Os reflexos disso são os acidentes e as brigas que acontecem a noite de ano novo. Aqui em Brasília, por exemplo, tem sua festa de vira de ano famosa pelas facadas que acontecem no meio da Festa. Acho que as regras são necessárias e tornam a noite mais tranquila e segura.
A festa termina logo após a meia noite. Em pouco tempo a avenida é esvaziada pela policia. Porém a festa de muitos continua NY possui muitos bares e boates para se terminar a noite. Mas acho que para quem esta apaixonado e bem acompanhado não há nada melhor do que ir pra casa e terminar a noite tomando um bom champanhe aquecido ao calor um do outro.
“Eu desejo um feliz ano novo a todos, e que esse ano seja repleto de paz e muito sucesso !”
(Encontrei esse video que é da passagem de 2011/2012. Esse ano quem ativou a bola do tempo foi o prefeito de NYc Michael Rubens e a Lady Gaga )
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
muito obrigado a todos e um Feliz Natal :)
domingo, 18 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
jjrs pub part 3
Era uma enorme casa, lembro-me de quando criança ter brincado muito no pequeno jardim dos fundos. E Iluminando essas lembranças eu fui até lá. Ao chegar, entrei na padaria e perguntei o que eles haviam feito com as coisas que estavam aqui quando a padaria foi montada. A moça não soube me responder mas disse que o dono saberia. E como uma tom de desinteresse chamou um tal de seu Manoel. Logo surgiu um homem gordo, com uma cara amarrada por uma portinha que provavelmente levava a cozinha da padaria. Eu o fiz a mesma pergunta que fiz a moça e ele me respondeu com o mesmo tom de desinteresse da moça.
-joguei tudo no andar de cima. Só tinha coisa velha aqui, os sofás mofados joguei em um container de lixo mas o resto das coisas estão todas la em cima.
eu fiquei muito animado, seria a minha chance de encontrar esses documentos. E ai disse ele:
- o senhor se incomodaria deu subir lá e procurar alguns documentos que estou precisando? Eu era bisneto do antigo dono dessa casa. E estou precisando desses documentos para salvar um bar da nossa família. É possível eu subir lá ? não vai durar mais que meia hora, eu juro!
- sim
- sim o que? Poderei subir?
- não, sim eu me incomodo. Vocês tiveram muito tempo pra retirar essa “ lixaiada” toda daqui antes de vender. Agora essa é minha propriedade e não quero ninguém vasculhando nada la em cima não.
Como já estava a escurecer e eu estava sem carro resolvi ir pra casa. Pelo tom dessa curta conversa já vi que não haveria negociação com esse cara. Ao chegar em casa contei a minha
namorada os fracassos do dia e a historia do dono da padaria e a resposta dela logo saiu.
- mas como você é bobo amor. A padaria fecha daqui uma hora, é o tempo de nós tomarmos um banho, jantarmos e irmos pra lá.
sem entender o que ela quis dizer a questionei e ela disse:
- a gente vai invadir a padaria e procurar os documentos. Aquela casa é antiga as janelas de cima são ruins qualquer empurrão elas abrem. Vamos la entramos procuramos os documentos e saímos, nada de tão errado nisso.
na hora me pareceu um pouco de loucura, mas gostei da ideia. Acho que não havia mais duvidas por que estava prestes a me casar com essa garota. Mas enfim , assim seguimos o plano. Jantamos e fomos lá. Subir foi mais fácil do que eu esperava. Foi só subir pela caixa de luz nela segurar na sacada e um pouco de força nos braços já estávamos lá em cima. Ao adentrar pela casa, me senti triste ao ver as coisas do meu bisavô jogadas pela casa. Estava tudo espalhado. Livros pelo chão, uma pilha de tapetes em um dos cantos, um armário caído. Parecia realmente uma pilha de lixo. Sem luzes nos lustres tivemos que procurar a base de lanternas mesmo. E assim foi, papeis e papeis lidos e nada dos documentos. Camila minha namorada disse que ia para o quarto procurar. Lá ela ficou por algum tempo até gritar achei!
Corri para o quarto e lá estava ela sentada na cama com uma pilha de papeis amarrados por um barbante.
continua...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
jjrs pub part 2
- foi nesse dia que conheci o seu avô. Meu pai era um grande pescador, e naquele dia ele havia pescado um tubarão de porte médio. Como um grande frequentador do bar ele levou o bicho para lá, para mostrar para seus amigos. Eu estava em casa e quando soube da noticia, fui lá com minha mãe para ver o tubarão. Ao chegar vi um garotinho magrelo em cima do tubarão. Ele não saia de lá parecia não ter medo daquele “bichão”. Logo ele me viu e perguntou se eu queria tocar. Fiquei com medo, mas passei a mão. Parecia que seu corpo era feito de lixa. Áspero que só o diabo. Depois disso fomos brincar, no estacionamento do bar. Passamos a manha toda juntos. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Na hora do almoço minha mãe me chamou para ir pra casa. Um rapaz que estava tirando fotos do animal, perguntou a minha mãe se podia tirar uma foto nossa. Nós ficamos um pouco a frente do tubarão que já estava pendurado pronto para o corte. E assim tiramos essa foto. Mas na hora da foto esse rapaz de chapéu passou na frente do tubarão, por isso que o peixe não saiu na foto.
Sorrimos da historia por alguns minutos. Ela contava os detalhes com tanta alegria, dava para perceber em seus olhos. Depois da historia procuramos mais coisas na caixa. Achei um quadro com uma medalha, mas a historia desse objeto eu já sabia. Meu bisavô havia ganhado na segunda guerra quando morava na Inglaterra. Ele a deixou por anos no bar para mostrar a todos que entravam lá. Quando ele faleceu nossa família pensou que ele havia perdido. Procuramos pela casa inteira. E ninguém imaginou que ela estaria ali naquela caixa. E assim continuamos nossa exploração. Havia varias coisas em cima dos documentos. Uma taça de chope, varias tampinhas de cerveja – as que restaram da coleção do meu avô, fotos e mais fotos, a palheta e a foto do Bob Dylan- acredite se quiser mas ele tocou no nosso bar, e mais milhares de outros objetos. A cada um deles uma historia era contada. E finalmente cheguei aos documentos, porém com uma grande decepção. Havia muitos documentos como o do primeiro jukebox do bar- que custou o carro do meu bisavô, das mesas que foram compradas em uma viagem do velho John J. á Irlanda, dos azulejos do banheiro, das janelas etc. Mas nada da madeira que cobria as paredes, do balcão e das estantes.
Minha avó disse que se não estivesse naquela caixa, os documentos não estariam em sua casa. Eu comecei a me preocupar, o seguro não estava querendo cobrir os estragos. Sem todos os documentos em mãos a minha chance de ter o bar de volta se tornaria quase nula.
Continua...
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
jjrs pub part 1
-mas você não percebeu nenhum tipo de goteira ou algo do tipo naquela noite?
- não, estava tudo tranquilo. Havia apenas umidade na parede do banheiro masculino, mas isso era devido à chuva constante que sempre era na direção daquela parede. Todo ano nessa época isso acontece.
- olha João, você recebeu o aviso de que isso poderia acontecer. Não sei se o seguro irá cobrir isso.
- vocês tem que cobrir isso cara, meu bar não pode fica assim. Eu não tenho dinheiro pra pagar um estrago desse tamanho. Esse bar tem historia não posso deixa-lo assim.
- verei o que posso fazer por você, gostaria que você procurasse a documentação da madeira da parede. Ela não esta documentada aqui, preciso do orçamento dessas paredes.
- muito obrigado, farei isso hoje e te mando por e-mail.
- ok então.
A minha reunião com o cara do seguro foi dentro do JJr´s pub mesmo. Ele foi avaliar o tamanho dos estragos. O que aconteceu? Pode deixar que vou explicar. Tudo aconteceu na noite de sábado. A chuva estava forte, sai do bar como uma noite comum. No domingo por volta do meio dia eu saí de casa e fui pra lá antes que os fãs da NFL chegassem para assistir seus jogos. Quando estacionei meu carro vi o carro do bombeiro estacionado na frente do pub. Logo pensei “ai meu deus deixei o gás ligado”. Mas quando entrei no pub vi que fogo jamais chegaria perto daquele bar naquele estado. Parecia que um furação havia passado por ali. Tudo estava encharcado, as bebidas no chão, junto com os pôsters que estavam amontoados próximo da porta. O teto desabou devido ao peso do acumulo de agua na laje, a agua entrou também pelos tubos de ventilação e tudo veio a baixo. A chuva levou o bar que era da minha família por gerações.
Depois de conversar com o cara do seguro, corri para casa. Logo procurei a documentação do bar, mas vi que algo estava faltando por isso tive que ir à casa dos meus avós procurar o resto da papelada. Ao contar a minha avó o que aconteceu a pobrezinha quase chorou, o pai do meu avô havia construído aquele bar. Procuramos pela casa toda até encontrarmos ela no sótão.
Lá no fundo estava uma caixa media bem velha. Ao abri-la abri junto um livro de historias que jamais imaginei que existia.
Continua…

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A viagem da Família Pera o filme, finalmente esta na rede , depois de sua confusa estreia ontem que não aconteceu hoje consegui finalmente postar os vídeos na internê. Desculpem a falta de qualidade na imagem, eu tive muitos problemas para converte e para por no you tube . mas mesmo diante disso o projeto esta pronto . Espero que gostem!
sábado, 3 de setembro de 2011
"Viagem da Familia Pera" parte 2
conhecemos um pouco da historia da fortaleza de Itaipu, vimos canhões, um soldado gato que acompanhou o grupo, vimos arvores, prisões, mais canhões e mais arvores. E claro não podia deixar de falar do grande seu Chiquinho que nos fez uma demonstração de como usar um banheiro primitivo e dirigiu o ônibus.
logo após a visita, almoçamos e fomos à praia. Já estava tarde, o passeio acabou às 3h. Chegamos à praia 5h. Mais um por do sol. E infelizmente do ultimo dia que todos estariam reunidos nessa viagem. Por mais estranho que parece nós fomos a praia para brincar. Foi sensacional. Fazia anos que não brincava daquele jeito. Brincamos de alerta e de toca do coelhinho (nome realmente estranho).
e quando me deparei estava dentro de um dos melhores momentos da viagem. Todos estavam se divertindo, e eu mais ainda. Estava exausto e com dores, mas aquele momento era tão bom que não conseguia pensar nisso. Em nada na realidade, o mundo passou a ser apenas aquele momento.
Mais outra sensação que na qual não sei descrever. Parecia que as horas deixaram de existir, que as responsabilidades e tudo que me preocupava ou estressava sumiu. Eu havia encontrado a felicidade em uma coisa super simples. Em uma brincadeira com amigos. O cenário estava incrível o sol se punha novamente nas cerras. Tiramos ótimas fotos nesse dia. Brincamos na água, foi realmente tudo de bom.
Antes de ir embora já à noite, eu achei uma concha. Uma concha super simples, e resolvi a pegar como marco daquele dia. Tentei guardar aquele momento naquele pequeno e singelo objeto. E a guardarei para sempre, por que aquele foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Talvez até o melhor de todos.
A noite saímos para lanchar. O calçadão estava cheio de gente. Não tinha muita gente, mas comparado aos outros dias tinha um pouco mais. Comi esfirras até passar mal. Foi super bacana nos divertimos muito. E por fim voltamos ao prédio.
ficamos no saguão jogando truco e tocando violão. Eu não queria que aquilo acabasse. Estava ótimo. E quase uma da manha, nós resolvemos nos despedir. Eu tinha que voltar ao prédio no qual estava hospedado, pois já estava tarde. Foi à melhor despedida de todas. Foi com uma brincadeira. Não era bem uma despedida, apenas brincamos, mas foi a ultima atividade que tivemos juntos.
Brincamos de pique esconde. Essa era uma de nossas favoritas. Foram anos brincando disso sem enjoar. E logo começamos. Correndo pelos cantos do prédio. Estava descalço. Mal sabia que depois disso, meus pés ficariam quase encardidos. Eu me diverti tanto. Sempre formando um time contra o pique. Eu fui o primeiro, e logo escutei aquele maldito “salve o mundo”. E tive de contar novamente. E assim brincamos por sessões.
e depois tive realmente que me despedir. Foi menos triste do que eu esperava. Acho que devido ao momento acabamos nos esquivando daquela despedida cheia de abraços triste. Mas por dentro eu não queria ir embora e nem queria que eles fossem.
quando chegando em casa, eu fiquei perdido. Estava tão cheio de emoções, que não consegui dormir. Passei a noite em na cadeira da cozinha. Vi que aquela despedida não tinha sido tão adequada a Ana. E escrevi uma carta pra ela. Tentei mostrar a ela o quando gostei de tudo aquilo que vivemos e tentei falar o quanto estava feliz por ter a reencontrado.
Os três dias realmente foram poucos, não deu para mostrar quem eu hoje sou. Não deu pra conversar muito, passear mais. Mas foi ótimo. A minha viagem tinha mais uma semana pela frente. Mas pra mim ela havia acabado ali. O que eu mais esperava era ter vivido algo semelhante aquilo.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
A Viagem da Familia Pera
“A Viagem da Família Pera ” parte 1
É complicado explicar o que senti nessa viagem. Era algo baseado em uma grande tristeza misturado com uma felicidade imensurável. Eu realmente vivi 15 dias maravilhosos. Por apenas estar com pessoas que amo. Eu pude reencontrar os meus melhores amigos, as pessoas no qual cresci. E posso lhes afirmar que depois de seis anos nenhum deles mudou. Claro todos cresceram como eu, mas a personalidade de cada um continuou a mesma. A primeiro momento eu me senti triste por saber que perdi seis anos em ausência das historias vividas por eles. Senti-me meio sem chão escutando os comentários das ultimas férias e dos amigos novos. Realmente gostaria de ter estado lá, ou melhor, de nunca ter saído. Mas logo superei esse momento baixo astral e tentei aproveitar cada segundo. E me sinto a posição de missão cumprida. Apenas gostaria de ter tido um pouquinho mais de tempo com a turma toda reunida. Mas foi bom, valeu à pena.
Chegamos no domingo, as historias do tenebroso frio logo foram esquecidas quando vimos aquele lindo sol naquele belíssimo final de tarde. Não pensei em outra coisa, bermuda, chinelas havaianas e praia. Não sei o que me deu, sei que corri. Atravessei as quadras com o meu primo feito louco. Como uma criança correndo a um gigantesco pote de doces que lhe fora oferecido.
O mar estava surpreendente naquela tarde, com poucas ondas, mas estava lindo. O sol estava a se por na cerra que cerca a cidade. Tudo tão perfeito. E eu corri, corri pela areia driblando as pouquíssimas pessoas que lá estavam. Ao chegar à beira da água olhei pro mar e não sabia realmente o que fazer. Eu tinha tudo aquilo, mas perdi. Não sei se não soube aproveitar ou se não tinha idade para ter aproveitado da maneira que hoje almejo. Gostaria de ter ido à praia todos os dias no qual morei naquela cidade, gostaria de ter aproveitado cada canto. E isso foi o que me entristeceu.
Mas logo vi que se arrepender seria um erro terrível. Eu tinha dez anos de idade quando sai de lá não podia me culpar assim. Mas hoje digo que se pudesse voltar, faria diferente. Tentaria aproveitar mais. Talvez essa já tenha sido uma das lições que aprendi nessa viagem. E voltando a historia. Parei em frente ao mar por um tempo apenas observando.
E com um sinal de cabeça para o meu primo, tentando dizer:
- vamos?
E ele respondendo com o mesmo sinal querendo dizer:
- vamos!
E assim corremos mais uma vez. Essa foi à corrida mais prazerosa que já fiz. A água estava perfeita. E isso me dava vontade mais ainda de correr. E por final um mergulho, um mergulho de braços abertos tentando abraçar aquele gigantesco mar. E lá passamos quase uma hora. Apenas brincando e aproveitando aquela dádiva.
A vista era linda, tudo estava meio alaranjado devido ao sol que se punha no morro. Tinha poucas pessoas na praia, algumas na beira da água molhando os pés e outras sentadas apenas observando. E por incrível que parece acho que éramos os únicos dentro da água.
A sensação de estar dentro do mar é perfeita. Você se sente como uma formiga perante a um gingante. Mas um gigante do bem, um gigante que acolhe um gigante que banha. A vontade é de se entregar a tudo aquilo. É como estar perto de deus. É estar perante de algo poderosíssimo. Quando a onda quebra pode se ver um pouquinho daquela força. Talvez nem um terço do que aquilo pode mostrar. Por isso o mar é tão maravilhoso. A natureza em si chega a ser surreal. Vivemos muito presos a esse mundo que nós criamos e deixamos de conhecer o mundo que nos criou.
Aquela tarde foi maravilhosa e olha que tinha sido apenas a primeira.
Segundo dia. As historias do frio era reais! Não tão absurdas, mas o frio predominou naquele dia. O mais surpreendente foi ver meu primo comprar uma prancha de bodyboard e resolver entrar na água. Coisa de doido mesmo, não tinha ninguém na praia. Apenas o louco tentando pegar uma onda... E assim os primeiros dias se passaram. Apenas no primeiro dia fez frio depois aquele solzinho voltou a aparecer. E em todos os dias não podíamos deixar de ir a praia, nem que fosse só para sujar os pés, mas íamos.
Na quinta a minha amiga Ana chegou e trouxe junto uma amiga dela. Reunir todos eu não esperava, tinha muitos amigos. E não tinha mais contato com todos. Mas a chegada da Ana foi uma das coisas que mais esperava porque ela e um outro amigo meu que mora lá estávamos sempre juntos. E nós três éramos um time. Brincávamos o dia inteiro, parávamos apenas para pausas chatas como: comer, tomar banho e dormir. E reencontrá-los foi pesadíssimo. Eu me vi diante de uma infância que nunca havia parado pra pensar. Poxa com menos de vinte anos eu tenho uma infância na qual lembrarei pra sempre.
No começo realmente foi difícil, logo pensei
-droga, não será como antigamente. Não estamos nem nos falando direito.
Eu não sei o que aconteceu, mas senti uma enorme barreira. Não conseguia ver aquela intimidade como antes. Eu queria abraçar brincar, falar minhas besteiras. Mas não estava sentindo aquele espaço. Realmente achei que ali seria o fim. Tive uma noite péssima naquele dia, passei horas tentando bolar algo para melhorar aquilo.
no outro dia fomos à praia, conhecemos um amigo da Ana e de sua amiga. O nome dele é Yuri, vulgo Gago. Andamos na praia, e depois marcamos de sair. Mais um dia com uma maldita barreira que não conseguia superar. Ainda me sentia distante, de todos. Parecia que não faziam menor importância deu estar lá. A noite foi bacana, lanchamos e por fim vimos filme. Aquela era a penúltima noite que as meninas ficariam na cidade elas iriam embora no domingo e meu primo também. E eu já estava decepcionado, por que tudo que imaginei que seria foi por água a baixo. Eu não estava conseguindo me sentir bem. Fui pra casa triste. Mas ainda esperava que o terceiro dia e ultimo seria melhor. Acordamos cedinho para ir a um passeio. Um passeio que a seis ou sete anos atrás havia feito com essa minha amiga Ana. Mas começamos com o pé esquerdo nesse terceiro e ultimo dia(...)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
sábado, 28 de maio de 2011

Realmente precisava fazer um post pedindo desculpas pela minha grande ausência no blog. É que ando muito ocupado para pegar e escrever algo bacana pro blog. Tentei varias vezes. Mas prefiro não escrever a escrever algo nas coxas para apenas postar. Então mil desculpas aos meus fieis clientes desse velho pub. Na realidade minhas duas clientes. Sei que quase ninguém costuma entrar aqui para beber umas e ler uns textos, mas não será por isso que fecharei as portas e abandonarei esse bar. Então vou tentar postar pelo menos um texto por semana. Então boa diversão, abraço a todos. Ou melhor, as duas únicas pessoas que entram aqui rsrs
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Depois daquele dia de trabalho, o que Junior mais queria era terminar sua noite curtindo com seus amigos. Desde as nove da manha ele estava trancado no seu escritório tentando criar mais um edifício que futuramente seria plantado, regado com concreto e que logo cresceria no centro de NY. No final do expediente ele trancou sua sala e correu para o elevador antes que a porta fechasse. Dentro, sorriu para a moça que estava lá, colocou suas mãos nos bolsos de sua calça e passou a olhar pro painel de números ansioso para que logo chegasse ao térreo.
Era uma noite de quinta, mas os taxis não paravam. A rua estava infestada de taxis amarelos. A competição para pegar um era grande. A cortesia atrapalhava o garoto, que sempre deixava para os homens de paletó que saiam do prédio. Mas naquele dia a pressa era tão grande que ele era capas de brigar por um. E então finalmente um taxi parou, só que ao esticar seu braço quase que se encostou à mão de uma moça que foi mais rápida ao alcançar a maçaneta do carro. Ao ver que era a moça do elevador, ele cedeu o veiculo a ela. Ele a via todos os dias no corredor do trabalho não seria legal brigar por isso. E mais uma vez a disputa por outro taxi. Braço esticado, ansiedade no peito e a esperança de que logo apareça um indiano sorridente em um carro amarelo. E finalmente ele apareceu. Ao chegar em casa , a cada passo que dava ia tirando uma peça de roupa em direção ao banheiro , para um bom banho quente. Ele já estava atrasado. O ponto de encontro era na casa noturna Lotus que ficava na 409 oeste. Haveria um pequeno concerto de rock. A banda Beady Eye abriria um show acústico dos Foo Fighters. A noite já prometia bastante. Ao chegar no concerto Junior aguardou pelos seus amigos. Cerveja, rock e mulheres. Era o final de noite comum para um homem como ele. Sentaram se então em uma mesa a esquerda do palco que não ficava nem a 3 metros deles. O local era pequeno, na terceira rodada que se fosse buscar as cervejas era o bastante para passar os olhos em todas as mulheres do local. Mas havia uma moça do outro lado da boate que Junior não tinha visto. E foi quando ele se levantou para dançar que ele viu aquela moça. Ela estava sentada em uma das mesinhas redondas altas. Loira vestindo uma blusa preta com detalhes cinza, um jeans escuro e uma bota de couro que pouco se destacava da calça devido à baixa iluminação do local. Parecia ser a garota que ele levaria pra cama, que iria embora ao dia seguinte e desapareceria adentro dos gigantes edifícios da cidade. Levou um tempo para ele criar coragem e chegar até a garota. Parecia que estava satisfeito em apenas fitar seus olhos na moça e observar. Ela possuía uma beleza tão singela, porém tão profunda. Seu rosto parecia possuir uma imensa doçura e sua boca era linda- um sorriso encantador. O show estava a se passar e ele não criou coragem de chegar a ela. Foi ai que ela o viu, envergonhada ela sorriu e olhou para o copo que estava em cima da mesa. Pouco tempo depois ela se levantou e se aproximou se dele. Sem que ele percebesse, ela o cutucou e disse:
-se continuar me olhando assim e não me pagar logo uma bebida terei de chamar o segurança.
ele sorriu com brincadeira dela, e a pegou pela mão e a guiou até o bar. Após pegarem algumas bebidas eles escolheram uma mesa e começaram a conversar. A partir do momento que ambos sentaram um a frente do outro, o local todo desapareceu. As pessoas, o bar, as caixas de som. Apenas restou a musica como fundo da conversa. Um estava interessado em conhecer cada vez mais o outro. Parecia que tudo havia desaparecido que eles estavam sozinhos lá e o que eles mais queriam era estar com o outro. Era mais um sintoma da paixão. Mas era estranho serem tão rápidos, eles mal se conheciam. Ela podia estar mentindo e ao invés de estudante de direito poderia ser uma prostituta querendo ganhar a noite de uma forma diferente e ele ao invés de engenheiro um vagabundo que ainda mora na casa de sua mãe. E mesmo com todo esse risco eles acabaram se entregando a paixão. Caíram na gargalhada por horas naquela noite. Historias, piadas, problemas pessoais... Pareciam que eram amigos há anos. E infelizmente a hora do show acabar estava a chegar. Os amigos de Junior já haviam ido embora, e a amiga de Alice havia saído com um cara do show. E assim eles continuaram. Sem nenhuma preocupação com a hora ou com o local que já estava vazio. Junior resolveu a convidar pra dançar, ele gritou o nome de uma musica que a banda já havia tocado. Mas como não havia mais quase ninguém a banda resolveu tocá-la novamente como despedida. A musica era Times Like These, uma linda canção, era a predileta dele e por coincidência a dela também. Eles dançaram levemente sobre a pista como se flutuassem. Sentindo o corpo um do outro pareciam ser um só. Era aquela velha dança clichê entre casais nos bailes de primavera. Rostos encostados, algumas palavras no ouvido, uma das mãos do cara nas costas e outra do pescoço ao pé do cabelo da moça, dois passos pra um lado e um pro outro... E assim a musica terminou. Eles se olharam, encostaram testa sobre testa. E ficaram lá, se afogando um nos olhos do outro. A vontade de beija lá era enorme. Não tão maior quanto a que ele sentiu a noite toda. Mas o prazer maior era sentir a vontade, querer e estar próximo de ter e não deixar acontecer. Eles sentiram esse prazer à noite inteira já estava na hora do beijo. Ao chegarem ao apartamento dele repetiram a mesma cena que Junior havia feito depois do trabalho. A cada passo uma peça de roupa. E assim foi: a cada beijo vários toques, a cada batida do coração milhares de suspiros. Mas não era apenas prazer parecia ter algo a mais naquela cama. O amor parecia estar ali em algum lugar. Na manha seguinte, eles tomaram café juntos. E saíram pra trabalhar. Na mesma noite ela voltou ao apartamento dele para um jantar. E eles passaram a se ver varias vezes. E assim essa historia que seria apenas uma noite passou a ser de meses, anos, séculos. Prazer dura pouco, talvez minutos, horas ou algumas noites. Já o amor vale uma eternidade. Viaja com o tempo e é capas permear a vida e a morte. Ele esta em vários lugares. Cabe a cada um colocá-lo no coração e espalhá-lo pelo mundo.








